segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Rosa




Flores mortas em embalagens de ouro.
Encanto externo de uma agoniante prisão.
Os olhos pousam, admiram e partem irrelevantes ao caso;
Caso que ignora a todos,
Menos à pétala que da rosa cai.

Aos poucos perde-se o brilho,
Enquanto o invólucro mantem a aparência.
O segredo? Abrir a embalagem.
Mas, quem ousaria?
Quem perceberia?

Rosa silenciosa, com perfume que esconde a dor.
E na ausência deste, desvendarão a caixa.
Na percepção da rigidez e perfeição do externo,
 Em seu interior abriga-se nada mais do que uma rosa,
já morta.

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