quinta-feira, 5 de julho de 2012

Aonde?

Até aonde vai esse medo consciente? Até aonde o silêncio pode te levar?
A agonia, amiga da razão egoísta, das palavras não ditas, dos porquês segredados.
A sombra dos dias leva a sonoridade descrita pela alma, na calma de uma manhã transbordada pelo Sol que não vejo.
Até que ponto falarei com minha escultura na parede? Quando enfrentarei pessoas comuns?
Um sorriso externo envolto por um choro degustado cria uma implacável sensação de dor.
Sozinha, a solidão a encaminha para um abismo intransponível.
Talvez, seja melhor, conter-se em pensamentos mudos, em frases desconexas esperando uma resposta que nao possue.
Medo? Sim, de ninguém mais me encontrar... de pairar sozinha num vazio cristão, em meio a súplicas divinas em troca de aliviar o pranto.
Perdi-me em mim mesma - sendo enfática - e ao acordar do sonho, tenho a chance de enxergar um vulto. Talvez seja o que tem sobrado de mim.
Num canto gótico, em lágrimas cortadas pela chuva que cai no alto da torre das igrejas, vago em paralelas angústias... num vazio olhar que se perdeu no tempo.

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