quinta-feira, 26 de julho de 2012

Em algum lugar celeste



Numa escada transparente aos olhos,
repouso meu corpo sonolento,
aberto à imensidão celeste.

Numa noite azul petróleo,
as estrelas cintilam a iluminosidade em minha pele.
Bailando com uma ciranda silenciosa,
cercam a Lua como Rainha.

A divina do anoitecer, sorri uma alegria crescente,
desenhando sua silhueta em meus olhos,
tira-me a atenção de tudo ao redor.

Numa dança dinâmica de luz,
desliza pelo céu traçando um caminho do além horizonte.
Na reta seguida pelo olhar,
cruzam-se as direções de onde você está.

Ela reparte as nuvens em dois,
mostra sonhos divididos em duas vidas
que juntos formam um só.
E em seu sorriso, a esperança de tudo acontecer.

Eu, a contemplá-la num Ballet perfeito,
sincronizo a música que ouço
com meus súbitos sorrisos.
Vejo um futuro desenhado,
moldado pelas estrelas.
Falantes estrelas.
Sim, as mesmas que durante tempos,
brilharam sobre mim mudas ao destino.

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