
Talvez as imagens valham mais do que meras palavras. Por quantas vezes você já tentou descrever o que era amar de verdade? Sentir um sentimento inconfundível que inunda a alma e pelo qual chegamo-nos em prol de enxergar quem amamos? Mas eu vi um amor de verdade.
As mãos entrelaçadas dispensavam qualquer diferença exterior. Ele dava-lhe uma atenção que apagava toda a panorâmica de minha visão para um único foco. As mãos dele a movimentavam de um lado para o outro e ela sorria com uma pureza que paralisava o tempo entre eles. A aliança não negava; eram noivos. A cena se iluminava ao centralizar o amor dos dois. Desfocava qualquer coisa q uma pessoa estranharia naquele contexto e voltava-se para um amor sutil.
O olhar dele para com ela anulava tudo que pudesse desviar sua atenção. Era sereno, calmo, complacente e real.
Vocês os descreveriam como um casal comum e eu também, pois por um instante eu quase me esqueci que ela estava na cadeira de rodas.
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