
...e nessa noite senti pela primeira vez o toque de suas mãos em meu rosto, como uma doce e agradável brisa sua respiração balançou alguns fios do meu cabelo. Sabia, então, que era você. Aquele suave olhar que acalentava cada palavra dita por mim; era a mais sublime poesia que eu poderia já ter ouvido.
Seu sorriso me abraçava com o fervor daquele amor escondido por anos no véu da fantasia.
Tudo era tão mágico que me permiti continuar o sonho mesmo depois de ter despertado.
Estranho questionamento paira no ar sobre as reticências postas no início do texto. Tal resposta consiste, no fato, de eu não saber o início de tudo. Contento me em alegrar meus dias na esperança de escrever o princípio da história com a tinta da realidade. Ao seu lado, verei que cada sonho não foi em vão.
Uma história ao contrário, convexa onde ainda não consegue-se ver os extremos: o início e o fim.
Cada palavra escrita agora retêm a mais profunda felicidade, num embasamento do sim e talvez. Continuo, porém, como um livro caido e aberto na metade, aguardando que você me encontre e leia o início, descobrindo seu nome escrito em cada página, destinado a viver até epílogo desse amor.
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