Sozinha em seus sentimentos, viu tudo aquilo que idealizou ser desfeito pelas espadas do tempo.
Hoje, eu, tal princesa descrita nos contos que eu mesma fiz, percebo-me perdida dentro deles. Já não adianta rasgar as páginas dos livros, seria uma tentativa de esquecimento provisório.
Os castelos tem desmoronado a cada dia, os sonhos estão amarrados nestas pedras que caem. Os príncipes não estão mais aparecendo como antes, todos se foram com seus cavalos brancos.
Em meio a florestas proibidas e torres, encontro me sem saída.
As paredes se cansam de ouvir minhas lamentações, desilusões que se repetem e voltam para o início dessa história que há muito tento acabar.
A cada paixão, uma página do livro se reintegra, onde os mesmos personagens retornam e o príncipe muda.
A princesa sempre será a mesma, a espera da realização daquela história que durante anos viu nos filmes. Porém, em meio a páginas e imagens dispersas, tento me encontrar e recomeçar com outros versos. Do castelo, vou para o campo e procuro-te, pois talvez você não seja os soberbos príncipes que cruzaram as páginas do meu livro...talvez, seja você, aquele que passava todos os dias embaixo de minha torre, deixando uma rosa, porém eu nunca percebi.
A vida é um livro em branco e, entre páginas rasgadas, amassadas e rasuradas, verei que o mais importante nunca foram os protagonistas da hístória e sim aqueles que proporcionavam momentos de felicidade que muitas vezes ignorei...
Entre uma rosa ou outra, fiz um belo buquê toda a semana e ainda assim, nunca notei que ele perfumava e enfeitava meus dias, pois estive preocupada demais em esperar por aquele príncipe que nunca levantou o ohar para ver-me perdida no inteminável sonho de um conto desconstruido e preso nas páginas de um livro.
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