
Não quero que o sono me entorpeça,
não desta vez, com sua morfina de ilusão.
Deixe-me pensar em tudo
e no tudo que me consome.
Deixe-me entender o pretérito como tempo uniforme.
Acredite em mim,
ele é a explicação dequalquer coisa.
Daquilo que não foi feito,
da irrealidade dos desejos.
Procuro compreender as vírgulas,
pois elas são os sonhos esquecidos e esmagados,
paralizados entre o presente descrito nas frases que as seguem.
São as tais pausas que me roubam o sono
e prefiro deixa-las assim...
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