terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Mente



Atormentados pensamentos calados,
Presos no vazio da indiferença.
Sob a incompreensão de seus iguais,
Trancam-se em solitárias nubladas,
Onde os raios de Sol são peneirados
Até tornarem-se cinzas.

Tristeza que como a corda
Sufoca em dores graduadas
A mente daquele que se esconde
Atrás de um sorriso blindado.

Sorrateiras lágrimas apresentam-se
De repente, mas temporas de quem
Também possui o papel de secá-las.

Impar mão levada a dupla face
Que sorri com os brilhantes lábios umidecidos pelo choro.
Angústia com desconhecido antídoto,
Guerreia com uma mente em armaduras de vidro
Que quando estilhaçado, alcançam o coração.

Coração ferido,
Dor incontrolável
Em um corpo incompreendido,
Refugia-se no desprezo à alma
Que assiste o desvínculo
Na leveza em descobrir um outro começo.



Nenhum comentário:

Postar um comentário