Almas intactas em sorrisos eternos.
Momentos paralisados, não mais vivos.
Desmemórias de uma origem para serem
Intocáveis lembranças de uma nova moldura.
Perfeitas luzes escondem a dor,
Petrificam felicidades desfeitas
Logo após o apagar do flash.
Armaduras de vidro protegem aqueles segundos,
Guardando-os nos portões do tempo.
Mas, o próprio tempo mancha as memórias,
Amarela as paisagens,
Modificando os delicados lábios em borrões de cores.
A distinção da alegria invisível por elas transpassadas
Será dita nos olhares que ficaram,
Revelando os reais sentimentos
De tantas silhuetas congeladas em estantes.
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