sábado, 3 de novembro de 2012

Fotografia



Almas intactas em sorrisos eternos.

Momentos paralisados, não mais vivos.

Desmemórias de uma origem para serem

Intocáveis lembranças de uma nova moldura.

Perfeitas luzes escondem a dor,

Petrificam felicidades desfeitas

Logo após o apagar do flash.

Armaduras de vidro protegem aqueles segundos,

Guardando-os nos portões do tempo.

Mas, o próprio tempo mancha as memórias,

Amarela as paisagens,

Modificando os delicados lábios em borrões de cores.

A distinção da alegria invisível por elas transpassadas

Será dita nos olhares que ficaram,

Revelando os reais sentimentos

De tantas silhuetas congeladas em estantes.

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