Andei num vagaroso passo. Estava sem pressa naquele dia.
Sabem, aquele amanhecer que não te faz pensar em mais nada, apenas contemplá-lo? Foi isso que presenciei!
Estranho, realmente foi como se tudo de minha cabeça estivesse se esvaído. Somente consegui ver o Sol acordando por trás das lindas montanhas que ornamentavam a estação da Primavera. Eu, estava lá...sentada na grama de um parque próximo a minha casa, observando o tilintar das gotas de orvalho da madrugada e o acender das luzes das casas, anunciado que o dia começara.
Agora, me perguntem: Por que motivo estava fora de casa pela madrugada? Na verdade, nem eu sei. Lembro me de relance das coisas que passaram no dia anterior, talvez umas delas me impulsionou a ficar lá.
O clima estava agradável desta vez, diferentemente das outras - acho que foi no inverno - que eu também estive lá. Então, esta não foi a primeira vez!
Não estava mais conseguindo discernir se eu imaginara as outras vezes ou não estava recordando. Talvez fosse o sono, já que passara a noite em claro...Pensando em que?
Não era possível que não me lembrasse de algo assim. Isso nunca aconteceu! Na verdade, minha pergunta era: O que tem a contecido?
Muitos eram os questionamentos; tantos que nem percebera que o Sol já tinha nascido por completo.
Tive a ligeira impressão de que alguém estava envolvido nisso tudo, mas quem?
Vasculhei minha memória enquanto voltava para casa. Lembrei-me de uma pessoa. Sim, havia alguém!
Minha casa ainda dormia, então, subi para meu quarto com a ponta dos meus pés, que agora estavam despidos para evitar barulhos. Assim que pisei em meu macio carpete violeta foi como se tudo ao redor se apagasse e todos os pensamentos estivessem sobrevoando outra mente que não era a minha.
Abri meus olhos. Estava deitada em minha cama com uma roupa diferente da qual lembrava que havia chegado em casa no dia anterior. Estranhei por não recordar o fato de ter trocado de roupa. Porém, lembrava quais eram as peças usadas. Levantei com a luz do Sol repintando meus cabelos num cobreado tom de uma manhã que anunciava já estar viva há algumas horas.
Fui até meu armário e percebi que a roupa que supostamente havia usado, estava lá, limpa. Isso era indiscutivelmente impossível!
Eu sabia muito bem, que havia estado naquele parque ontem e isso já estava ocorrendo há dias, porém, sem registros de acontecimentos passados, parecia que somente vivia o presente; mas ainda assim, sentia a presença de alguém nesses dias. Sabia que havia estado com uma pessoa, mas não lembrava. Tudo em casa transcorria como se nada, realmente, tivesse acontecido. Nem os sapatos que usara estavam na porta como havia deixado.
O dia se passara e veio o entardecer. Meus olhos tornaram a pesar por volta das 20:40h. Fui para a sala e me sentei no sofá, peguei um livro para ler e algo aconteceu. Poderia dizer que havia adormecido se, ao menos, não tivesse acordado no mesmo parque contemplando a madrugada aconchegante da estação com um rapaz ao meu lado. Era a pessoa mais linda que já tinha visto, como se todos os anjos estivessem o esculpido com a maior precisão e perfeição que pudesse existir.
Abri meus olhos. Estava deitada em minha cama com uma roupa diferente da qual lembrava que havia chegado em casa no dia anterior. Estranhei por não recordar o fato de ter trocado de roupa. Porém, lembrava quais eram as peças usadas. Levantei com a luz do Sol repintando meus cabelos num cobreado tom de uma manhã que anunciava já estar viva há algumas horas.
Fui até meu armário e percebi que a roupa que supostamente havia usado, estava lá, limpa. Isso era indiscutivelmente impossível!
Eu sabia muito bem, que havia estado naquele parque ontem e isso já estava ocorrendo há dias, porém, sem registros de acontecimentos passados, parecia que somente vivia o presente; mas ainda assim, sentia a presença de alguém nesses dias. Sabia que havia estado com uma pessoa, mas não lembrava. Tudo em casa transcorria como se nada, realmente, tivesse acontecido. Nem os sapatos que usara estavam na porta como havia deixado.
O dia se passara e veio o entardecer. Meus olhos tornaram a pesar por volta das 20:40h. Fui para a sala e me sentei no sofá, peguei um livro para ler e algo aconteceu. Poderia dizer que havia adormecido se, ao menos, não tivesse acordado no mesmo parque contemplando a madrugada aconchegante da estação com um rapaz ao meu lado. Era a pessoa mais linda que já tinha visto, como se todos os anjos estivessem o esculpido com a maior precisão e perfeição que pudesse existir.
Nunca tinha o visto, mas o sentimento que me invadia era tão forte como se apesar disso tudo eu, de certa forma, o conhecesse. E sabia que sim, pelo menos levando em conta a maneira com que ele me olhava. Quando menos percebi, sua voz soou em meus ouvidos, dizendo:
- Em meu sonho te encontro e no entrelasse das raízes, me ves. Em sua mente tudo não passará de uma Yellow Brick Road, mas entre passado e presente, descobrirás que sou.
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