domingo, 21 de abril de 2013

A casa



Monótona agitação
de risos e falatórios
se condensam ao silêncio
impetuoso das escurecidas horas.

Ao longe, uma luz
janela entre aberta e
uma cortina dança com o vento.

Uma menina lê seu livro
fazendo parte do interior
dessa pintura harmônica casual.

Olhares de binóculos literários
percebem uma lágrima
que modifica a cena.

Alegre casa pintada
emoldurada tristeza
Vislumbrada pela luz do abajur,
pela mão que folheia o livro,
pela boca que surpreende a lágrima.

O livro se fecha,
um corpo se desloca até a janela
e sorri para um conhecido que passa.
Volta-se ao interior e
reclina-se sobre a luz.

A moldura continua,
a pintura agora dorme
Em milésimos de segundos até a escuridão,
observo os olhos que se prendem.

Cílios  molhados
pingos no travesseiro
tudo some
some
e
indica
que
agora
a
luz
se
a
pa
gou.

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