
Completo uma história em súplica.
Choro os porquês nao respondidos.
A dança do pêndulo
Desmemoriza a importância do tempo.
Em metáforas elaboradas entre véus de discordância,
Recordo a certeza presa nas razões da alma.
Quão belos são os livros,
Assustadores estímulos do prazer.
Quão bela seria a vida,
Se assim como nessas páginas,
Garantisse a felicidade ao seu fim.
Desmonto verdades que magoam,
Em espaço as omissões que confortam.
Num baile de palavras,
Reinvento sentimentos e desvendo sentidos.
Escondo a luz e deixo sua divisão.
Édipo se encontra com sua alma,
E aguardo um novo enigma.
Desvendá-lo nao será facíl.
Talvez saberia inventá-lo...
Sob o brando candeeiro,
Fecho mais um livro.
Perdi minh'alma por entre os versos.
Enquanto escrevia uma interrogativa,
Sem, ao menos, responder as outras...
Vi Édipo e aquele ao seu lado era meu eu.
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