
Queria ser um anjo que pudesse abraçá-lo assim que o sentisse chorar. Talvez eu seja esse anjo, anjo compreensivo, benevolente; mas, as vezes teimoso e indeciso. Pois é, talvez seja eu um anjo-humano ou um humano-anjo. Mas, por mais louco que isso pareça, ainda assim, pego-me a pensar em como esse pequeno e indefeso anjo pode se apaixonar.
Nós não temos esse sentimento ou não deveríamos ter, mas e se um humano fosse tão puro quanto nós? Se confundiria com um de nossos companheiros e assim, nada eu sofreria ao me apaixonar por ele, certo? Não...
Quando isso acontece, nós, anjos, transferimos nossa virtude àquele que escolhemos amar, e nos dedicamos a ele. Concedemos a pureza de um amor que poucos conhecem, mas que denomina-se como eterno.
Dificilmente um anjo consegue falar ou expor seus sentimentos para a sociedade, o que faz com que ele viva seu amor em silêncio. Aquele para quem ele entregar seu amor, nunca saberá quem eu realmente sou...
O tempo passará e seu amor sempre questionará tal pureza não encontrada em outro alguém. Perguntará o porque da imensidão de seu amor por aquele que tão rápido se apaixonou, mas ainda assim, não descobrirá ser eu um anjo.
Contudo, sempre, de alguma forma o segredo será revelado. No momento que o tempo não for mais o suficiente para o nosso amor, Deus te acolherá, e a identidade angelical aparecerá quando de minha perfeição eu deixar, para que contigo eu viva a eternidade. Assim, o anjo que sou - fui, inundará sua visão a partir do momento que minhas asas eu abrir e em meus braços envolver o único ser humano que durante todo o tempo pensei merecer ser chamado de anjo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário