sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Uma borboleta


Se eu fosse uma borboleta? O que faria nas 24 horas que teria de vida? Talvez pousaria na mais bela flor e perceberia o mundo cinza em contraste com o colorido pólem ao meu redor. Eu voaria para distantes campos de paz, longe de tudo que pu
desse fazer com que eu perdesse minhas asas. Compararia minhas luminosas cores com as do Sol, observando que sua magnitude seria superior a minha. Num prazo de 1 hora, eu tentaria acreditar que não morreria ao término dos 60 minutos, tentaria desenhar um sorriso na primeira pessoa que chorasse. Tentaria compreender o real sentido do "amanhã" do qual muitos se preocupam tanto. Eu não sei o que é e, talvez, viva melhor sem saber, pois vejo muitos de vocês derramando lágrimas por isso.
Vivo à sombra de um único círculo solitário que pode me fazer feliz ou não. Sou uma borboleta, mas de repente, nem saiba o que é voar. Vivo de tentativas, pois senão, veria minha vida passar pousada em uma só flor. Agora, restam 5 minutos de existência e, o que farei?
Beijarei o céu, já que você nem iria reparar em mim. Acho que o amanhã é mais colorido que eu. Mas, se o ininterrupto choro for as pétalas do amanhã, digo adeus com a felicidade de quem vive só um dia, na certeza de ser muito mais intenso do que o daquele que se tornou prisioneiro dos anos.

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