domingo, 22 de janeiro de 2012

Só sei...que tudo sei.

Sentimentos confusos
Fusão de justiças e injustiças
sobrecaem numa balança destra do poema.
Lâminas de palavras cortam a corda da verdade
Calam o justo e o jogam no obscuro mar de eco.
Sozinho, falando para si o que todos deveriam ouvir,
Grita a voz esganiçada do crédulo da justiça
Esperado que o ouçam.

De um grito rouco que clama
Escutam-se sussurros através do espesso vidro
De insinuantes palavras
Que dualizam significados e condenam o inocente.

Mundo de incostâncias, erros e acertos
No qual, perde-se aquele que não é surdo, mudo e cego.
Na impossibilidade de exercer tais sentidos, acaba por assim ser
Encoberto no cinza do ambiente,
Luta por não diluir a mentira em véus de verdade.

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