sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Disfarces

Disfarces presos e incontidos em versos de poemas pessoais rasgados ou queimados , mas que teimam em aparecer na memória. Disfarces em trechos de músicas que nunca alcançam a pessoa certa, e não sei como ser mais clara!!
Dói errar inconscientemente e ver como algo tão simples de sentir pode ser tão complexo de conseguir.
Difícil sorrir silenciosamente a sua frente, quando, na realidade queria estar dizendo tudo o que o sentimento grita. Sufocado, se retém e segura-se em esperanças desperançosas de uma realidade intocável.
Tão fáceis são as palavras que escritas não se mostram tremulas como as mãos que as escrevem, não se molham como a face daquele que está em frente ao papel.
E nessas frases acabadas e inacabadas, sem retorno, espero um dia ou dois para ter uma triste certeza que nem ao menos foram lidas...
Assim, remendo os disfarces que se rasgam como tempo, pois talvez, como delírios de meu coração, penso que ainda poderei, enfim, tirá-lo sem medo de errar. Pois, desta vez verei que os sentimentos escondidos, foram revelados e você tirou os espinhos de meu caminho, revelando-me este banhado em rosas...
Disfarces não serão mais necessários,pois tu verás que singelamente só queria te amar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário